quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

França prende imãs e fecha mesquitas

Ofensiva contra o Islã radical tenta prevenir novos ataques


Como parte das medidas de contraterrorismo após testemunhar dois ataques brutais este ano, o governo francês declarou “estado de emergência”. Passou então a colocar forças de segurança para revistar templos suspeitos de incentivar o jihadismo ou que tenham ligações com o Estado Islâmico
Durante os três meses do “estado de emergência” outras ações serão realizadas, incluindo os bombardeios na Síria, como parte da coalizão liderada pelos Estados Unidos. O alvo, oficialmente, é “perseguir o Islã radical”.
Embora não tenha divulgado oficialmente nomes, imãs considerados radicais estão sendo presos e podem ser expulsos do país. Mesquitas das ramificações salafistas e wahabitas, como a de Sunna, em Brest, a Aicha, em Montpellier, além de outras dezenas de locais de culto islâmico espalhados pela França foram revistadas e podem ser fechadas.
O primeiro-ministro Manuel Valls, avisou, cinco dias após os atentados do Estado Islâmico que mataram 130 pessoas e feriram 350 em Paris: “Temos um inimigo e é preciso nomeá-lo: é o islamismo radical”.
Desde então, ocorreram cerca de 1,3 mil batidas e operações policiais foram feitas sem a necessidade de autorização da Justiça. As prisões se multiplicaram desde os ataques. A justificativa é que as mesquitas fechadas representavam “risco sério”, por causa de seu discurso radical. Isso inclui a defesa da jihad (guerra santa) contra o Ocidente e a implantação da sharia, lei baseada apenas nos preceitos do Alcorão.
O imã Chiheb Harar, que é presidente da Associação dos Muçulmanos de Aubervilliers, e o imã Mohamed Khattabi, da mesquita de Aicha, estão em prisão domiciliar. O irmã Rachid Abou Houdeyfa, que lidera a mesquita Sunna, em Brest está sendo investigado por um vídeo em que doutrina crianças, afirmando que “quem ama música é amado por Sheitan (Satanás)”.
Por causa do atentado na casa de shows Bataclan, onde 89 pessoas morreram, seu nome foi alvo de uma petição on-line pedindo sua expulsão e o fechamento da mesquita que obteve mais de 45 mil assinaturas. Porém, a expulsão de líderes radicais pelo governo um julho não impediu os ataques de novembro.
Sociólogos, antropólogos e especialistas em segurança acreditam que a ofensiva francesa não dará os resultados esperados. O antropólogo Samir Amghar e o cientista político Mohamed Ali-Adraoui concordam que os radicais do Islã são minoria. Farhad Khosrokhavar, diretor de pesquisas na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais minimiza o risco de radicalização na França.
Todos ignoram levantamentos, como o da revista The Economist, que mostrou que mais de 70% dos muçulmanos do mundo apoiam o cumprimento da sharia e 90% concordam com as execuções dos inimigos (cristãos e judeus) e apóstatas (pessoas que abandonam o Islã).
Ao mesmo tempo, centenas de jovens europeus estão sendo alistados para o combate militar na Síria e no Iraque. Dos cerca de 12,5 mil combatentes estrangeiros alistados nas fileiras do Estado Islâmico em 2014, cerca de 2500 eram europeus. A maioria eram franceses. Hoje o número total de estrangeiros nas fileiras jihadistas chega perto de 30 mil, segundo dados da CIA e da ONU.

África do Sul ameaça prender “pastores da prosperidade

 Líderes são investigados pela “comercialização de religião e abuso de crença”.

O governo sul-africano ameaçou com prisão o pastor Chris Oyakhilome da igreja Embaixada de Cristo. O motivo é o fato de ele se recusar a abrir as contas de seu ministério. O processo é parte de uma iniciativa da Comissão para os Direitos Culturais, Religiosos e Linguísticos da África do Sul (CRL Rights Commission).
As autoridades exigem que vários líderes religiosos sejam investigados pela “comercialização de religião e abuso de crença”. Uma varredura contábil está sendo feita e várias igrejas precisam apresentar sua documentação, bem como extratos bancários e registro de movimentações financeiras desde 2012.
A presidente da CRL, Thoko Mkhwanazi-Xaluva, afirmou claramente que “Alguns desses líderes religiosos irão para a prisão se não cumprirem as exigências”. Asseverou que alguns já ameaçaram publicamente a comissão. Ela deixa claro que os que desafiarem a lei terão de responder judicialmente por isso.
O pastor Oyakhilome, nascido na Nigéria, mas que lidera uma rede de igrejas em diversos países do mundo, já avisou que não vai abrir suas contas.
Mkhwanazi-Xaluva explica que o governo não permitirá mais que os pastores tomem dinheiro de seus seguidores sem prestar contas do que é feito com ele.
As lideranças da maioria das igrejas do país – incluindo católicos, metodistas, luteranos e presbiterianos – estão entregando a documentação exigida.  Contudo, os líderes cristãos que defendem a teologia da prosperidade estão se negando. O bispo Steven Zondo, da Rios de Água Viva, veio a público afirmar que a comissão era formada por “adoradores do diabo” e repleta de “Anticristos”.
O pastor Paseka Motsoeneng, disse à comissão que preferia ir para a cadeia do que entregar seus registros financeiros. Ele é o fundador da Igreja Acontecimento Incríveis, e ficou conhecido por suas campanhas de “curas e milagres”. Justificando-se diante dos fiéis, afirmou que está pronto para ser preso “por causa da minha fé”.

Entenda o caso

A luta do governo com o que ele chama de ‘falsos profetas’ não é apenas por causa da questão financeira. Em julho a imprensa sul-africana publicou fotos do pastor Penuel Mnguni, do Ministério do Fim dos Tempos, dando cobras vivas para os fiéis. Eles deveriam engolir os animais para ‘provar a fé’. Dizia ainda que as cobras virariam “chocolate”.
O caso teve grande repercussão. Mnguni foi denunciado pela Sociedade Protetora de Animais e criticado abertamente pelo Conselho de Igrejas Sul-Africanas. Dias depois, sua igreja foi incendiada por uma multidão revoltada com sua conduta. O pastor chegou a ser detido, mas foi liberado por falta de provas.
A investigação sobre o “pastor das serpentes” acabou evoluindo para que incluísse vários outros, acusados de diferentes abusos. Outro envolvido é Lesego Daniel, do Rabboni Ministries que já fez seus seguidores beberem gasolina e comer grama para serem abençoados.
Paseka Motsoeneng, que tentou afirmar que o caso era perseguição religiosa, também responde por acusações que abusou sexualmente alegando que iria exorcizá-las. Com informações Premium Times

Evangélica” da Globo lê futuro na borra de café

Emissora não entende o que significa ser evangélico ou realmente deseja passar imagem deturpada dos cristãos

A personagem Indira (Cris Vianna) que vive uma evangélica na novela A Regra do Jogo, da Globo, apresenta vários estereótipos. Seu comportamento é questionável e se envolveu numa ‘troca de casais’, abandonando o marido Oziel (Fabio Lago) para ficar com Rui (Bruno Mazzeo). Este, por sua vez, ficou com a ex de Rui, Tina (Monique Alfradique).
Não bastasse a troca imoral, no capítulo de ontem (1), Indira faz uma visita à amiga Domingas (Maeve Jinkings). A cena é curta, tem pouco mais de dois minutos. Na conversa, Indira tenta se mostrar uma pessoa religiosa, de boa índole e que não mente. Domingas está tentando se recuperar após a separação traumática de Juca (Osvaldo Mil).
Basicamente, a visita se resume a dar uma força para amiga. Contudo, a solução de Indira para acalmar o coração de Domingas é “ler o futuro na borra de café”.
“Mas pode, tua religião permite?”, questiona a amiga. A evangélica então explica que “Se é do bem, é de Deus”. Em seguida, ambas vão para a cozinha e Indira começa a ler o que estaria “escrito” e avisa que um novo amor está chegando.
A prática da adivinhação é proibida pela Bíblia, mas na prática é isso que a “evangélica” Indira está ensinando como “de Deus”. Curiosamente, na novela global O Clone, de 2001, a prática da leitura do futuro na borra de café foi apresentada ao Brasil como uma prática comum entre muçulmanos.
A prática é milenar e era comum no Oriente Médio desde os tempos de Moisés, por isso no texto de Deuteronômio 18:9-13, Deus alerta o seu povo: “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus”.

Paulo César Baruk grava DVD em São Paulo

O repertório terá canções do CD “Graça” e algumas faixas inéditas

Está marcado para o dia 18 de dezembro a gravação do DVD “Graça”, de Paulo César Baruk. O show vai acontecer na Assembleia de Deus do Bom Retiro, em São Paulo, e terá participações especiais.
Uma das participações especiais será a da cantora Daniela Araújo que já divulgou essa informação em suas redes sociais.
O DVD será distribuído pela Sony Music que já adianta que além das canções que fazem parte do CD “Graça”, o repertório terá de 4 a 5 faixas inéditas.
Os ingressos para participar desta gravação já estão disponíveis, o primeiro lote se esgotou em menos de 1 hora e novos lotes já estão disponíveis através do site www.artecrista.com.br.
Toda a renda do primeiro lote de ingressos foi revertida para grupos de apoio às vítimas de Mariana, MG, atingidos pelo rompimento da barragem da mineradora, o maior desastre ecológico da história do país.
Sobre a gravação do DVD “Graça”, Paulo César Baruk diz: “Nosso maior desejo é que seja um tempo de comunhão, celebração e compartilhamento de testemunhos relacionados às canções do álbum Graça”.
Gravação DVD “Graça”
Data: 18 de dezembro
Horário: 21h
Local: AD Bom Retiro
Endereço:  Avenida Nicolas Boer, 100 – Barra Funda – São Paulo

Menino descobre estatueta de deusa citada na Bíblia

Achado de 3 mil anos tem relação com várias passagens bíblicas.

Foi destaque semana passa uma descoberta arqueológica na cidade de Beit Shemesh (ou Bete-Semes em português). Citada pela primeira vez no livro de Josué, o lugar ficou mais conhecido por ser parte do Vale de Soreque, onde viveu Sansão.
Um menino de oito anos, chamado Itai Halpern, fazia uma caminhada com sua família no sítio arqueológico (Tel) quando encontrou a cabeça de uma estatueta de Astarote (ou Asserá), divindade pagã dos cananeus.
Neste mesmo Tel, em 2012, foi descoberto o chamado “selo de Sansão”. Com menos de uma polegada de diâmetro, retrata um homem com cabelo comprido lutando contra uma figura felina. Especialistas acreditam que é uma representação da história bíblica de Juízes 14.
A confirmação que o achado do jovem Itai realmente é a cabeça da ‘deusa’ foi feita pela Autoridade de Antiguidades de Israel. Embora não seja a primeira do tipo, mostra que essas pequenas figuras de mulher eram muito comuns nas casas dos moradores do reino de Judá durante a época do Primeiro Templo.
Curiosamente, esta não é a primeira descoberta arqueológica importante feita por uma criança este ano. Dois meses atrás, o russo Matvei Tcepliaev, de 10 anos, achou um raro sinete de 3 mil anos de idade, em Jerusalém.

Deusa dos Sidônios

O culto a Asserá, conhecida por ser filha de Baal, foi condenado pelos profetas bíblicos repetidas vezes. Ela é chamada de “deusa dos Sidônios” (1 Reis 11:5) e geralmente era representada com seios grandes ou múltiplos, o que a associava à ideia de fertilidade.
No livro de 1 Samuel, Bete-Semes é mencionada como a cidade para onde os filisteus levaram a “arca da aliança”, capturada por eles após uma batalha. O achado arqueológico do menino apenas confirma outras descobertas sobre a vida no território do antigo reino de Judá na época imediatamente anterior ao período do Primeiro Templo, chamada de “Idade do Ferro” pelos estudiosos.
Alon De Groot, um especialista, afirmou ao Jerusalém Post que “figuras como esta, com forma de mulheres nuas que representam a fertilidade, eram comuns nas casas dos moradores da Judéia no século 8 a.C. Possivelmente até a destruição do reino pelos babilônios nos dias de Zedequias (em 586 a.C.)”.
Segundo a história, o rei assírio Senaqueribe invadiu e saqueou Bete-Semes no ano 701 a.C, e sua destruição foi concluída em 86 a.C pelo rei babilônico Nabucodonosor.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Feliz é nação cujo Deus é o Senhor, diz Dilma a evangélicos

Em busca do apoio de evangélicos, numa eleição que tem um pastor como candidato à Presidência, a presidente Dilma Rousseff disse em evento na igreja Assembleia de Deus nesta sexta-feira que, embora o Brasil seja um Estado laico, “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”.
Dilma disse que seu governo foi aquele que mais trabalhou pelo fortalecimento da família no país, e citou programas sociais de sua administração, como o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.
“O Brasil é um Estado laico, mas, citando um salmo de Davi, eu queria dizer que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”, disse a presidente ao iniciar o seu discurso .
“Nós temos muito que fazer”, continuou Dilma, que busca a reeleição pelo PT. “A gente não muda tudo, não recupera o prejuízo em 10 ou 12 anos... Mas nós fomos capazes de mexer nas bases e construir um novo futuro.”
A presidente estava acompanhada pelo governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queioz, e por parlamentares, como o líder do PMDB na Câmara, deputado Eduardo Cunha (RJ), que também é líder evangélico e discursou antes dela.
Cunha, que na liderança do PMDB protagonizado vários atritos nas relações do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional, fez questão de dizer que não falava como líder peemedebista, mas sim como evangélico.
O parlamentar disse que as igrejas evangélicas não dependem de dinheiro público e afirmou que os evangélicos querem apenas o direito de defender que a vida começa na concepção, referindo-se ao debate sobre o aborto, e de pregar que o homossexualismo é pecado “assim como está na Bíblia”.
Dilma não fez menção aos comentários de Cunha em seu discurso, preferindo enfatizar a importância de ações sociais realizadas por igrejas evangélicas, mas o parlamentar peemedebista aproveitou para agradecer à presidente pela revogação de uma portaria do Ministério da Saúde que, segundo ele, “legalizava o aborto ilegal”.
“No momento seguinte que essa portaria foi editada, eu procurei o ministro (da Saúde Arthur) Chioro, expus as nossas posições e o ministro, provavelmente consultando a senhora, em menos de 24 horas revogou a portaria”, disse Cunha.
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