A situação de Amir e de milhares de
cristãos como ele, tem se tornado cada vez mais perigosa. Enquanto a
guerra civil continua arrasando o país, multiplicam-se os relatos de
ataques de muçulmanos jihadistas a cidades predominantemente cristãs. O
país está vendo a tentativa de extermínio do cristianismo ser o alvo
principal dos guerrilheiros rebeldes.
Youssef Naame e sua esposa Norma, um
casal cristão de Maaloula, contam como tiveram de fugir de sua cidade
após a chegada de extremistas islâmicos no início do mês passado. “Os
jihadistas gritavam: converta-se ao Islã ou vocês serão crucificados
como Jesus”. O casal se escondeu, junto com outros cristãos, em uma
pequena casa ao lado da igreja da cidade. Ficaram três dias sem comida
nem eletricidade.
Agora, Youssef está refugiado no
apartamento de sua filha, em al-Qassaa, mas teme que em breve precisará
fugir de novo. Os cristãos são uma minoria, menos de 10% dos 23 milhões
de habitantes da Síria.
O missionário Tom Doyle faz um apelo:
“Nós ouvimos de líderes da região que os jihadistas estavam crucificando
os cristãos no norte da Síria. Sabemos que as pessoas que têm fotos
disso. Os pastores estão clamando por ajuda, frustrados por que nada
disso é divulgado pela mídia ocidental”.
As áreas cristãs passaram a ser
recentemente o maior foco da luta armada. Há uma semana, os rebeldes do
grupo Jabhat al-Nusra atacaram a cidade cristã de Sadad, ao norte de
Damasco. Após violentos combates, foram expulsos dias depois por forças
do governo. De maneira similar, milhares de pessoas fugiram da antiga
cidade de Maaloula, também de maioria cristã.
Ali, um número grande de não muçulmanos foram decapitados e tiveram suas casas e igrejas incendiadas ou destruídas.
Os cristãos de Damasco estão convencidos
de que os extremistas estão deliberadamente alvejando seus bairros para
enfraquecer os aliados do presidente sem atingir outros muçulmanos.
Como é comum em vários países do Oriente Médio, muçulmanos e cristãos
vivem em áreas diferentes, por isso para os rebeldes é fácil identificar
os alvos preferencias.
“Todos os domingos, eles lançam mais de
15 morteiros ao longo do dia”, disse Amir. “Eles estão bombardeando as
áreas especificamente cristãs.” Os líderes da Igreja da Síria temem que a
queda de Assad transformará o país em um Estado islâmico, o que
significaria o fim da existência milenar de cristãos em solo sírio.
Quase todos os 50 mil cristãos da cidade
de Homs tiveram de fugir. Outros 200.000 foram expulsos da cidade de
Aleppo. Em todas as cidades que invadem, os rebeldes exigem que os
cristãos se convertam, caso contrário morrerão. Mais de um terço dos
cristãos da Síria estão refugiados ou mortos.
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Fonte: Washington Post, MN Online e Gospel Prime
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